“Temos de ver todas as cicatrizes como algo belo. Combinado? Este vai ser o nosso segredo (…) Uma cicatriz significa: Eu sobrevivi.”
“Querido diário, eu sobrevivi ao dia de hoje. Eu devo ter dito: “Estou bem, obrigado”, umas 37 vezes, nenhuma era verdade. Mas ninguém percebeu. Quando alguém pergunta como você está, na verdade não quer uma resposta.”
“E sempre tem aquelas memórias aleatórias que surgem e te fazem sorrir, não importa o quanto a sua vida esteja ruim.”
“Dependendo de quem vem, um “dorme bem” vale muito. E a gente acaba mesmo indo dormir bem.”
“ Eu odeio chorar, mas odeio mais ainda chorar por alguém que não merece. ”
“A palavra “Para sempre” não passa de uma mero paradoxo, uma maneira fútil de iludir alguém por um momento tão curto, deixando o resto do tempo uma tristeza que sera lembrada “Para Sempre” .”
“Se um dia ler isso, saiba de algumas coisas: Eu não desisti de você, afinal do que adiantaria insistir em algo que já estava na cara que não daria certo? E eu de tão tolo não via isso? Saiba também que eu não fui embora sem motivos. Sim, eu tinha e tenho motivos até hoje! Sempre mantive a porta aberta se você quisesse voltar, e você? De você eu esperei demais. Não deixei você, você foi quem se deixou. Suas atitudes desencadearam a situação em que você se encontra atualmente. Está triste, ou chorando? Eu lamento, mas eu avisei. Bem feito, é o que eu quero dizer, está recebendo o que merece. Se acha que eu fui a pessoa caidinha da relação que se doía por tudo, então você estava certo, mas, na verdade, atualmente, você estava correto. No passado mesmo, porque tive que mudar. Tive que aprender a ser suficiente pra mim mesmo, pois se eu não for, quem iria ser, não é mesmo? Você me ensinou isso. Me ensinou que amar não é só de uma pessoa, que não podemos exigir tudo de um só lado, que ambas as partes devem se completar. E, quando não se completam, e elas começam na divisão, uma parte deve ser a solução, e voltar pra somar. Sempre fomos o problema que todos viam sem solução, mas com o tempo eu vi que a solução era acabar, encerrar, terminar tudo de uma vez, sem volta. Não vale a pena ficar olhando pro passado, até porque a vida continua, e isso é mais uma das coisas boas que você me fez aprender. Agora, bola pra frente que no final é cada um por si, e isso eu aprendi com você também.”
“Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar.”
“Os amigos são próprios de fases: da rua, do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da faculdade, do futebol, da poesia, do emprego, da dança, dos cursos de inglês, da capoeira, da academia, do blog. Significativos em cada etapa de formação. Não estão em nossa frente diariamente, mas estão em nossa personalidade, determinando, de modo imperceptível, as nossas atitudes. Quantas juras foram feitas em bares a amigos, bêbados e trôpegos? Amigo é o que fica depois da ressaca. É glicose no sangue. A serenidade.”
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Fabrício Carpinejar. (via
opostos)
“A minha vontade era ficar, eu juro que era. Mesmo que não me pedisse e mesmo que não quisesse. Mas você me deu todos os motivos pra eu me afastar. Todos, repito.”
“As pessoas ameaçam ir embora e não vão. As pessoas prometem não mentir e mentem. As pessoas se protegem com suas falsas ilusões e nada em nós será mais verdadeiro do que o começo do amor, o que se segue são só maneiras distintas de tentar manter vivo o que já morreu.”
“Eu só queria que alguma coisa em nós fosse verdadeira, que alguma coisa que a gente teve, valesse a pena, mas não é bem assim. Amanhã, você vai encontrar outra pessoa, dizer as mesmas coisas que disse pra mim, as mesmas promessas, as mesmas frases, os mesmos carinhos, as mesmas palavras. E consequentemente, você vai me esquecer.”
“Se era amor? Não era. Era outra coisa. Restou uma dor profunda, mas poética. Estou cega, ou quase isso: tenho uma visão embaraçada do que aconteceu. É algo que estimula minha autocomiseração. Uma inexistência que machucava, mas ninguém morreu. É um velório sem defunto. Eu era daquele homem, ele era meu, e não era amor, então era o que? Dizem que as pessoas se apaixonam pela sensação de estar amando, e não pelo amado. É uma possibilidade. Eu estava feliz, eu estava no compasso dos dias e dos fatos. Eu estava plena e estava convicta. Estava tranquila e estava sem planos. Estava bem sintonizada. E de uma dia para o outro estava sozinha, estava antiga, escrava, pequena. Parece o final de um amor, mas não era amor. Era algo recém-nascido em mim, ainda não batizado. E quando acabou, foi como se todas as janelas tivessem se fechado às três da tarde num dia de sol. Foi como se a praia ficasse vazia. Foi como um programa de televisão que sai do ar e ninguém desliga o aparelho, fica ali o barulho a madrugada inteira, o chiado, a falta de imagem, uma luz incômoda no escuro. Foi como estar isolada num país asiático, onde ninguém fala sua língua, onde ninguém o enxerga. Nunca me senti tão desamparada no meu desconhecimento. Quem pode explicar o que me acontece dentro? Eu tenho que responde às minhas próprias perguntas. Eu tenho que ser serena para me aplacar minha própria demência. E tenho que ser discreta para me receber em confiança. E tenho ser lógica para entender minha própria confusão. Ser ao mesmo tempo o veneno e o antídoto. Se não era amor, Lopes, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não sabe se vai ser antes ou depois de se chocar com o solo. Eu bati a 200Km/h e estou voltando a pé pra casa, avariada. Eu sei, não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Talvez seja este o ponto. Talvez eu não seja adulta suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, Lopes, de acreditar em contos de fadas, de achar que a gente manda no que sente e que bastaria apertar o botão e as luzes apagariam e eu retornaria minha vida satisfatória, sem sequelas, sem registro de ocorrência? Eu nunca amei aquele cara, Lopes. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada. Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, era sacanagem. Não era amor, eram dois travessos. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor, era melhor.”
“Tinha esquecido do perigo que é colocar o seu coração nas mãos do outro e dizer: toma, faz o que quiser.”